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Festa do Vinho

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Durante o ciclo da mineração, Catas Altas foi um dos mais ricos e populosos arraiais de Minas Gerais. Com o esgotamento das minas o arraial ficou praticamente abandonado. Em 1868, chega em Catas Altas o Monsenhor Manuel Mendes Pereira de Vasconcelos para ser o vigário do arraial. Logo percebe o estado em que o lugar se encontrava. O padre nota a ausência de qualquer forma de cultura de subsistência. Monsenhor Mendes acreditava que, para provocar mudanças drásticas, era necessário educar as pessoas, ensinar a cultura de subsistência e desenvolver o conceito da vida em comunidade. Monsenhor Mendes ensina ao povo passo a passo da fabricação de vinho como plantar as videiras, as épocas das podas, das colheitas, como esmagar as uvas, o período de fermentação, o armazenamento adequado para não acontecer nenhuma alteração.

Depois de algum tempo o padre acaba ganhando a mídia nacional e faz Minas Gerais sair do anonimato na produção de vinhos. O vinho de Catas Altas era comparado por autoridades no assunto com o Porto e o Xerez.

A produção do vinho colaborou para que a população elevasse sua auto-estima. Uns plantavam as videiras, outros fabricavam o vinho, outros comercializavam o produto, numa cadeia em que o dinheiro girava e todos saíam ganhando. O vinho de Jabuticaba, que é fabricado e comercializado hoje na cidade, surgiu quase 80 anos depois do vinho de uva, em 1949 pelo senhor Anastácio de Souza. Antes as jabuticabas eram utilizadas para licor, o que muito se encontrava nas casas tradicionais do arraial.

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